A (auto)-biografia não-autorizada do Johnny

Cara, o que eu escrevo aqui?

Eu lembro do Orkut, quando tinha uma parte de se descrever e tal. Pô, cara, eu mudava aquilo lá todo raio de semana, procurando a “batida perfeita”, mas eu acho que eu nunca cheguei lá. Coloquei citações sobre a minha pessoa, letra de música, poema, tudo o mais. De certa maneira, nada daquilo era bom demais pra durar uma semana no meu Orkut. Sim, o meu Orkut era onde os artistas realmente provavam a sua gana, contra um corpo (e que corpo!) de jurados: eu!

Não obstante, vou tentar me definir aí.

Sabe o Batman? Pô, o Batman!

O Batman, “na vida real”, é um boy zilhionário, lindo pra cacete, chamado Bruce Wayne que pega todas as modelos e curte a vida como se não houvesse amanhã. No entanto, no fundo, Wayne é um sujeito de grande coração que põe uma cueca por cima da calça, a prende com um baita dum cinto de utilidades e saí desfilando o seu Camaro, descendo a porrada nos vilões mais cretinos de Gotham City.

Eu sou tipo o Batman.

TIPO o Batman!

Eu sou um cara como qualquer um aí, que gosta de tocar as músicas do Paul Simon no violão, ouvir Emerson Lake & Palmer e ficar filosofando sobre coisas das quais eu nunca saberei nem um tico. Entretanto, quando saio para as ruas, eu me transformo no Johnny, uma espécie de imbecil que ficou muito tempo na Internet e que tem um gosto peculiar por tudo que há de errado no mundo (e por Charlie Brown Jr. também).

Mas assim… não queria falar nada, não… mas você já me viu junto com o Batman?

Por que será?

Now I sit by my window
And I watch the cars
I fear I’ll do some damage
One fine day
But I would not be convicted
By a jury of my peers
Still crazy after all these years
Oh, still crazy
Still crazy
Still crazy after all these years

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